Há 8 anos fui escolhida para ser mãe do Vítor. Tenho certeza de que foi o toque de um anjo que me deu esse presente.Tive muito medo, um pouco de raiva, confesso; me senti até desesperada em certas horas. Sempre achei que para ser mãe, a gente precisava ser super!
Eu pensava demais em qual seria o legado a transmitir ao meu filho. Não sabia, da divindade que me aguardava.
Com o passar destes 8 anos, foi que parei de me preocupar tanto com o que teria que ensinar, e abri espaço para notar o que estava aprendendo.
Quando me percebi sendo realmente a mãe do Vítor, foi que notei que esse amor me inundava , e que me a minha vida sozinha, a partir daquele dia, teria menos valor.
Nem sempre as respostas apareceram no momento que deveriam, deixando estas interrogações abertas e gerando novas dúvidas, mas foi meu filho que me deu a resposta para como amar.
Foi com ele que aprendi que o amor é um equilíbrio delicado e que avançar rápido demais, pode ser tão fatal quanto ficar para trás.
Hoje sei que é ele quem me faz atravessar todos os momentos, firmes ou trêmulos. E que passo a passo, sou eu quem sente a mão dele segurando a minha, transmitindo-me a segurança necessária para enfrentar o caminho a seguir. Sei que sua presença é a luz e a vida que eu tenho, que no seu gesto existe o meu gesto e que na sua voz, existe a minha voz.
Busco cada dia mais este equilíbrio de sentimento, que me mantém disfarçadamente sã todos os dias.
Olho para ele dormindo, pensando num jeito de deixa-lo tão sereno, que até seus sonhos quero controlar.
Não será sempre o amor ideal, às vezes cheio de ausências, com explicações nem sempre muito justas. Mas será sempre o meu amor, minha vida.
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