quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Minha destemida Mãe.

http://www.youtube.com/watch?v=QOYIKw1NGSw

Hoje não vou falar muito do meu filho, nem do milhão de sentimentos que acompanham minha vida com ele, mas também vou falar de "um amor que não se pede e não se mede".
Demorei pra voltar a escrever. Eu pensava muito e não conseguia me organizar.Essas duas últimas semanas foram , sem dúvida, as piores da minha vida. Minha mãe não estava aqui. Passou mal e ficou na UTI.

Pensando nisso, senti tanta coisa nesses últimos dias que não ousei colocar aqui. A exposição é assustadora.

Tive tanto medo de ficar sem ela que perdi a graça.
Um querido amigo me disse nesse tempo, que conhecemos as pessoas nas adversidades.
Eu me conheci. Me mostrei pra poucos, mas melhor do que isso, me mostrei pra mim.
Descartei minha arrogância na vida, a minha superioridade de mulher bem resolvida, sentei num banco e chorei.
Lembrei de quando eu não sabia ainda quando era fim de semana e me levantava todo dia cedo pra ver se ela estava dormindo no quarto, ou de como ela me esperava dormindo dentro do carro na volta de algum show. Também lembrei da época em que fiquei grávida  e falei que o filho era só meu. Não quis dizer quem era o pai. Ela me disse que pouco importava quem era o pai, mas sim como estava a mãe. Não me disse que iria ser fácil, mas disse que iria estar do meu lado. E assim foi.
Sem ela, meu filho não seria nem a metade do que é hoje. A força é minha, mas quem me deu foi ela, minha mãe!
Graças a Deus, hj falei com ela por telefone... uma conversa tão simples, sem cansá-la, mas que significou uma vida inteira pra mim:

-Alô, mãe? Vc tá bem? Tá sentindo alguma dor?
-Minha filha eu tô bem, e vc, tá sentindo alguma coisa?
-Não mãe, eu tô bem também.
-Fica com Deus!

Até saindo da UTI, com duas semanas de hospital, a pergunta da minha mãe foi: minha filha, você tá sentindo alguma coisa?
Hoje eu sei como é, e não espero nada diferente dela. Mas ainda espero ser como ela.
Bjos...
Ps. O link é de uma música que gosto bastante...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Galo na cabeça...e no coração!

Foi praticamente um segundo...e pá! Um galo gigante na cabeça! Choro dele e meu coração destruído!
Ai meu Deus, será que vai precisar ir no hospital? É bom fazer uma tomografia, uma ressonância, sei lá...
E é sempre assim, desde o dia 10/12/2003. Se eu perder uma perna, não dói tanto quanto um galo na cabeça do meu filho e a sensação de que não fiz nada pra impedir, descuidei...
Hoje ele me perguntou " Mãe, tudo que você faz na sua vida é por mim?" Como não ser???!!!
Se aquele sorriso é minha energia, se aqueles olhos é que são minha força e se uma frase do tipo "Você é a melhor mãe do mundo!" tira com a mão toda a insegurança de não saber cuidar .
Aposto que toda mãe que cuida sozinha do seu filho, em um determinado momento, cheio de cansaço, já se perguntou como seria se ele não existisse. Quantas viagens eu faria? A quantos shows eu iria, quanto dinheiro  mais eu poderia gastar comigo?
Já passei por isso diversas vezes, e a gente se sente até menos mãe, só por imaginar isso. Mas não é demérito nenhum queridas, é só o peso do amor, que, às vezes, também sentimos, e que como tudo que é muito bom e inimaginável, oferece nuances de humanidade e momentos de fraqueza compreensível.
Somos mães imperfeitas de carne e coração...a perfeição é chata e não gera seres tão bonitos.
Bjos

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E agora?

Mãe, meu pai não gosta de mim ou de vc?? E eu falei “De mim, meu filho.” Mas na hora em que respondi, foi como se eu mesma não estivesse gostando de mim. E na verdade deve ter sido isso em algum momento, se não em vários deles nesse tempo todo. Eu não gostando de mim mesma.
Nenhuma das pessoas que me conhece, JAMAIS diria isso. Sou famosa por ser a rainha das baladas, mulher fatal e perigosa. Até meio bandida, às vezes ( se olharem o meu perfil no Orkut então...JESUS!). Meu lado frágil se revelou no olhar do meu filho, quando me viu dizendo pra ele que , no fundo, eu não era boa o suficiente pro pai dele.
Sei que deve haver milhões de momentos  em que nos sentimos envolvidas pela culpa  de não dar ao nosso maior feito o que seria o de direito, mas não há de ser assim.
Há de ser o privilégio do filho em ter uma super mãe!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Explicando....

E aí eu resolvi fazer um blog... Mas do que falar?? Bom, pensei em falar do que eu sei ser: Mãe solteira!!!
Pois é, existe vida após a maternidade independente, se é que eu posso falar assim. 
Ela pode ter sido gerada por um acaso, pelo descaso ou por vontade mesmo, mas o fato é que nossos dilemas são quase sempre os mesmos.Por isso, meu primeiro post vai ser um texto que escrevi no dia das mães pra algumas amigas.
"Quando meu filho nasceu eu pensei: será que vou conseguir?
Não quero que ele seja bandido, nem que maltrate as pessoas, nem que ele tenha nenhum problema de saúde e nem quebre o braço ou algum dente. Também não quero que ele sofra por amor ou precise de mais dinheiro do que tem. Não quero que ele tenha um chefe ruim e nem que chore de tristeza.
Eu quero que ele passe pela vida comigo, segurando sempre na minha mão, porque eu posso defendê-lo de tudo isso!
Eu posso trabalhar o dia inteiro, dar uma gargalhada com ele,  mesmo morrendo de dor de cabeça, pegá-lo no colo e dizer que vai ficar tudo bem. 
Hoje eu ainda me pergunto todo dia se vou conseguir. Acordo e durmo sendo mãe, independente do resto.
Saio, danço, namoro, vou pra academia; tudo isso sendo mãe.
Aguento coisas que nunca na minha vida pensei que conseguiria porque eu sou mãe.
Eu sou mãe e meu amor é tão grande que dói, que assusta, que envolve e que não dá espaço pra amores menores.
Hj é um dia, mas o importante é ter uma feliz VIDA DE MÃE!!!! "
Tomara que gostem! Bjos!